Noite.
Como todas, estou acordado,
tão vivo e morto como um espectro...
Observo mais uma vez
a palidez da lua pálida
e estou á pensar:
Sonhos...
Verdadeiros esconderijos de mistérios,
tão secretos...
Em um gesto, em um olhar,
eu me envolvo com a lua,
ah, o seu brilho e sua palidez,
parece uma dose extra de um forte alucinógeno,
através de um olhar...
E olho, observo, me envolvo,
tão morto e vivo como um espectro.
O frio ao redor, o silêncio.
O escuro - Tudo excita!
O cheiro do sangue que se aproxima,
meu coração palpita,
tão vivo e morto como o de um
Espectro!
Guilherme de Carmo 08/11/2006
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