terça-feira, 7 de agosto de 2012

Da cor de sangue

As pupilas em transe,
intactas, olhando para o distante,
os cílios sofridos, sem se tocarem
em algum instante.

O rosto pálido e a sombra que
atrás se esconde,
os pensamentos aflitos em os sonhos
em uma via-láctea, deslumbrante...

As mãos frias e trêmulas
e um andar vagarante,
o rosto diante ao espelho
um fino riso aos lábios como
o de um amante e nos olhos a vermelhidão,
da cor de sangue.

Guilherme de Carmo 27/12/2007

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