Agora ele é apenas um cadáver
ensanguentado pelo chão;
um tiro na madrugada o-fez assim.
Ao teu lado ajoelha-se em prantos a amada,
em teu peito deita a cabeça desconsolada...
Um tiro na madrugada me acorda de um pesadelo
e me traz de volta ao mundo infernal,
um tiro na madrugada...
E pela a madrugada chora e chora
a mulher desesperada,
suplicando á Deus a morte para
também ser levada.
Em prantos, em desespero,
sente ainda a sede de ser amada,
inconsolada pega a arma entre as calças dele
e em sua própria cabeça dispara...
...mais um tiro na madrugada.
Guilherme de Carmo 12/10/2007
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