quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Alma tácita

Olhos fatigados e mente solitária,
somente os mortos podem me entender,
fui novamente vítima da "razão"
e fui preenchido de sal
como se fosse eternamente.

Meu coração sangra,
meu corpo pede,
assombrosamente pede e clama.
Então capture-me,
carregue-me e desfaça-me,
ó, sonhos funestos,
ó, morte gloriosa,
lateje-me para o inconsciente.

Olhos lastimáveis e vermelhos
e mente solitária,
as mãos cobertas por frio,
eu perdendo para mim mesmo
em meu centro.
Cubra-me, proteja-me,
capture-me, ó, morte graciosa!
Entorpeça a minha alma
que já pálida pela angústia
chora num silêncio doloroso!

Guilherme de Carmo 16/03/2005

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