Coração tosco, coração frouxo,
sem esperança bate pouco
e de pouco e pouco bate de tristeza,
bate fúnebre e roxo.
Por onde anda minh'alegria?
Boêmia alegria, tão rara em meu coração,
por onde andas?
Alegria boêmia, alegria covarde,
antes rara, agora inexistente em meu coração.
Alegria boêmia - Fajuta!
Por onde andas alegria covarde?
Porque de vez me deixastes?
Gostas e gotas de tédio caem
e caem sobre mim.
Alegria boêmia, covarde,
o que fizestes de mim?
Alegria que não progrediu,
boêmia e covarde - Sumiu!
Ó pobre coração solitário,
desventurado e frouxo!
Ó pobre coração, de pouco em pouco
bate fúnebre e roxo!
Guilherme de Carmo - 26/09/2006
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