domingo, 2 de dezembro de 2012

Boêmia alegria covarde

Coração tosco, coração frouxo,
sem esperança bate pouco
e de pouco e pouco bate de tristeza,
bate fúnebre e roxo.

Por onde anda minh'alegria?
Boêmia alegria, tão rara em meu coração,
por onde andas?

Alegria boêmia, alegria covarde,
antes rara, agora inexistente em meu coração.
Alegria boêmia - Fajuta!
Por onde andas alegria covarde?
Porque de vez me deixastes?

Gostas e gotas de tédio caem
e caem sobre mim.
Alegria boêmia, covarde,
o que fizestes de mim?

Alegria que não progrediu,
boêmia e covarde - Sumiu!
Ó pobre coração solitário,
desventurado e frouxo!
Ó pobre coração, de pouco em pouco
bate fúnebre e roxo!

Guilherme de Carmo - 26/09/2006


Nenhum comentário:

Postar um comentário