Eu como o teu corpo,
eu devoro a tua alma,
eu beijo o teu sangue,
eu bebo a tua carne,
eu pego a tua sombra,
eu me escondo em teu sentimento.
Eu me deito e vejo você,
cadavérico á me desejar,
eu pego tuas mãos, eu esquento você,
eu seguro tuas mãos,
mas elas não querem me soltar
e sua faca entretendo em meus laços,
não consegue me largar?
Você se esconde
e pega a minha sombra,
você come da minha carne
e desespera-se em meu sangue,
você devora o meu corpo e arrasta a minha alma á me matar...
E eu? Eu fico á te desejar,
bizarro amor, bizarro amor.
Guilherme de Carmo 08/03/2006
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